Especial de Natal – Vinhos, sugestões de Ricardo Ramos


Porque o Natal é uma época especial, aqui ficam as sugestões de Ricardo Ramos para os melhores néctares a ter na mesa de consoada:) Feliz Natal e muitas prendinhas no sapatinho:)

O Natal e a passagem de ano aproximam-se e temos sempre em mente que é altura para ir à garrafeira buscar algo de especial, um daqueles vinhos que não bebemos todos os dias e que melhor ocasião do que em família e com amigos para tirar uma surpresa da “botelha”. O Miguel pediu-me para fazer uma recomendação a rondar os 25€, ora esta gama de preço (20€-30€) é aquela onde é mais complicado encontrar variedade de escolha de vinhos de qualidade, é uma gama de preço elevada para a maioria esmagadora das pessoas e para quem pode pagar há outras opções com preços ligeiramente acima. É o patamar de preço em que encontramos os topos de gama dos produtores mais pequenos e de menor qualidade e é a gama média dos grandes produtores. Feita esta introdução, queria esclarecer que é uma gama que conheço relativamente bem, pois é o meu patamar de compra mais frequente para vinhos de ocasiões importantes, com algumas incursões a preços mais altos (cada vez menos que o orçamento não dá para tudo) e com bastantes incursões (cada vez mais) em patamares mais baixos (10€-20€). E porquê esta gama? Porquê em algumas casas conseguimos encontrar grandes vinhos a preços mais comedidos, passo a explicar: algumas marcas que têm topos de gama que não são produzidos todos os anos dá-nos a possibilidade de encontrar as uvas dos vinhos de topo a serem utilizados nesta gama em anos em que a qualidade não é suficiente para os topos, normalmente nesses anos consigos grandes pérolas. Vide o exemplo da Ferreirinha, em anos não Barca Velha as uvas vão para Reserva Especial e em anos em que não há nem Barca Velha nem Reserva Especial temos grandes Quinta da Leda.

Ora então como recomendação para este Natal vou deixar não 1 mas 5 vinhos (ok, não consigo escolher só 1), que andarão perto dos 25€, tendo em atenção que os preços de alguns deles variam muito no mercado, e ao recomendá-lo significa que algures no tempo já os comprei perto desses preços. Pelo que se alguém necessitar de ajuda é só mandar-me um Twitt ( @ricardoramos ) e eu encaminho, a comissão é de 25€ a garrafa😉 para parecer as comissões dos restaurantes.

Douro:
Pintas Character 2008 – O segundo vinho da dupla Sandra Tavares / Jorge Serôdio, tem o nome em comum com o cão da quinta, o Pintas. É um vinho moderno do Douro que nos permite aceder a um vinho elegante, com estrutura e com uma complexidade muito interessante sem termos de chegar a pagar os 60€/80€ do seu irmão mais caro. Não que o Pintas não seja melhor, apenas perde na relação preço/qualidade.

Quinta do Crasto VV 2007 – Se há vinho em que eu confio mesmo sem o ter provado é o VV do Crasto, nesta gama de preços é dos vinhos mais fiáveis que encontro no mercado e em que a qualidade está sempre lá em cima, tenho sempre 1 ou 2 garrafas a postos deste vinho, pois nunca deixa ninguém mal visto. O Manuel Lobo de Vasconcellos (enólogo do Crasto) tem aqui o seu vinho de combate.

Dão:
Pape 2007 – Álvaro Castro é daqueles produtores que consegue sempre passar para os vinhos a sua paixão e entusiasmo, não há vinho do Álvaro Castro que não demonstre carácter de um homem que trabalha em prol da sua região como poucos.

Lisboa:
Q de Sant’Ana Pinot Noir 2009 – Agora um pouco de regionalismo, um vinho do meu concelho (Mafra). Sim aqui mesmo às portas de Lisboa também se produzem vinhos muito interessantes. Uma família de origem Alemã tem aqui o seu paraíso na terra e encontraram no vinho uma forma de vida. Com a colaboração de António Maçanita conseguiram mostrar que o micro-clima de Mafra consegue produzir Pinots de grande qualidade, com uma frescura impressionante. Este vinho foi rejeitado para DOC devido à cor… pelo que o nome é diferente dos restantes vinhos da quinta.

Alentejo:
Mouchão 2005 – Tenho de confessar que não sou um grande fã dos vinhos do Paulo Laureano, mas encontrei aqui um Alentejano com alma e com uma qualidade difíceis de igualar. Conhecendo o produtor ficamos logo a perceber que o histórico desta casa é para ser respeitada pelo que os seus vinhos são quase sempre de qualidade ímpar e que não encontramos em mais lado nenhum, um Mouchão não é parecido com nada, é um Mouchão.

Espero que, escolhendo estes ou outros vinhos para as vossas festas, tirem o máximo proveito destes momentos especiais que vão sendo cada vez menos e dos quais temos de tirar cada vez mais proveito, sem as pressões comerciais que normalmente estão associadas a esta altura do ano. Boas festas a todos.

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(Fotos retiradas de Blogs Diversos)

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