Almoço porno-descomplicado – Pasta Che Sardi

A comida tem uma conotação profundamente erótica, quando nos toca no centro de prazer, para mim é mais que erótico eu diria que é mesmo pornográfico o que me desperta a boa comida.

Ontem tive de fazer o  almoço para uns amigos que vinham visitar o meu irmão, e não estava propriamente com muitas opções para fazer uma refeição  rápida e pouco dispendiosa.  Em conferência com a minha mãe surgiu rapidamente a ideia de fazer uma pasta com sardinhas, é um prato comum na Sicília, denominado  Pasta Che Sardi.   Decidi fazer-lhe algumas alterações nomeadamente nas sardinhas, em vez de usar frescas, recorri às de conserva.

Há uma questão que é importante frisar, quando falamos em sardinhas de conserva a maioria dos produtos que andam no mercado não são de grande qualidade. Passando a devida publicidade opto por uma marca pouco conhecida, porque não há nas grandes superfícies, que é a Nuri, da Conserveira Pinhais.  Esta marca geralmente destinada à exportação, encontra-se em algumas lojas gourmet ou directamente na fábrica em Matosinhos (pessoal do norte recomenda-se uma visita!).

Voltando à pasta, além das sardinhas picantes, lembrei-me que tinha umas ovas e uns fígados de sardinha congelados para fazer um qualquer arroz, mas naquele momento pareceu-me bem mais interessante utilizá-los neste prato.

Portanto vou poupar-vos a mais conversa divagante e passar à lista de ingredientes  para esta pasta que serve 4 pessoas:

– 3 latas de  sardinha em azeite picante;

–  180 gr de fígados e ovas de sardinha (opcional e boa sorte se tentarem arranjar!);

– Farinha de trigo;

– Tagliatelle ( mais ao menos dois ninhos por pessoa);

– 2 tomates maduros;

– 2 cebolas médias;

– 3 dentes de alho;

– 1 pacote de concentrado de tomate 200 ml ( a razão de não usar mais tomate fresco é simples, estamos fora de época e o tomate de estufa nesta altura do ano é muito ácido e pouco aromático);

– Azeite;

– Vinagre balsâmico;

– Endro/Aneto fresco;

– Açúcar;

– Sal e pimenta;

Começamos pelo molho,  e vamos picar a cebola e os alhos, fazemos um refogado leve juntando um pouco de azeite e o azeite picante de duas latas de sardinha que vamos utilizar a posteriori.  Juntamos o azeite das latas, porque vai apurar o molho com o picante e com o sabor da sardinha. De seguida passamos ao tomate, pelamos e picamos dois tomates frescos e adicionamos ao refogado. Deixamos em lume brando, quando o tomate estiver liquefeito, juntem o concentrado de tomate e o endro picado, deixamos o molho borbulhar até começar a engrossar, provamos, rectificamos o sal e a pimenta se necessário ( cuidado com a pimenta! O azeite já é picante por isso certifiquem-se que o molho não está muito picante).  Adicionem uma colher de chá de vinagre balsâmico e deixem borbulhar mais um pouco.

Se for necessário pode-se juntar um pouco de água para fazer o molho crescer, rectificam-se os temperos e deixa-se reduzir ligeiramente.  Reservamos, e temperamos os fígados e as ovas com sal e pimenta,  passamos por farinha e fritamos em óleo bem quente até ficarem ligeiramente crocantes. Enquanto isso cozemos a massa, quando estiver al dente sirvam com o molho por cima, sementes de girassol torradas e as sardinhas picantes ( sugestão de apresentação nas fotos). Acompanhem com um branco fresco, um Conde de Vimioso 2010 liga na perfeição e deixem-se corromper nesta pornografia alimentar😛

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