Rescaldo de mais um Jantar de Aniversário (Evento Privado)

“Há imagens que valem mais que mil palavras!” Cliché? Sim, é…mas não deixa de ser verdade também. Vejam o rescaldo de mais um evento do ‘As Time Goes Bye…’ e tirem as vossas conclusões 🙂 Tudo o que dissermos poderá … Continuar a ler

Tom Yum o caldo maléfico do Sião!

Há dias em que queremos algo diferente, reconfortante e ao mesmo tempo vibrante. A cozinha asiática, em especial a tailandesa tem essas particularidades, associando os sabores agridoces com os picantes com delicadeza e ao mesmo tempo com aquele conforto dos … Continuar a ler

Manual de sobrevivência volume I :P

Por inúmeras ocasiões tenho amigos que me falam do drama diário de não saberem o que fazer para as refeições, isso, pelos mais diversos motivos:  “Tenho pouca coisa no frigorífico…”; ” Tou de rastos… tive um dia de cão!” ou mais comum: “Não tenho pachorra!”. Eu entendo todas estas posições … é de facto difícil, para não dizer desumano em alguns casos cozinhar por obrigação. Mas não tem de ser doloroso, há formas de contornar o bloqueio da obrigação de cozinhar, para isso iniciamos o ciclo de posts “Manual de Sobrevivência”, que em traços gerais poderá ajudar-vos a não ver a cozinha como uma câmara de tortura da Idade Média.

Podemos começar por alguns elementos que devemos ter em casa  para desenrascar:

–  Ovos;
– Salmão ou truta fumada ( vem embalado em vácuo e dá para manter no frio durante muito tempo);
– Mistura de salada ( rúcola, alface-frisada, acelgas, canónigos – encontra-se em qualquer grande superfície e aguenta-se alguns dias no frio);
– Cebola frita ( Vende-se no IKEA em embalagens e é óptima para fazer guarnições, sandes e omeletes);
– Aneto;
– Pimenta-preta;
– Sal;
– Vinagre balsâmico;
– Azeite

E que fazemos com esta tralha toda? Pegamos na mistura de salada e colocamos numa tigela funda, depois temperamos com um fio de azeite e um pouco de vinagre balsâmico. Depois cortamos o salmão ou a truta* em pequenos bocados, espalhamos por cima e deixamos de parte. De seguida batemos 4 ovos e adicionamos a cebola frita, o aneto, um pouco de pimenta e sal. Pegamos numa frigideira, pomos um fio de azeite e deixamos aquecer, colocamos os ovos na frigideira e deixamos cozinhar – não sei qual é o vosso gosto… mas eu odeio comer ovos mexidos demasiado secos, isso acontece por estarem muito tempo ao lume e ficam com uma consistência tipo esferovite, para evitarmos isso usamos uma espátula ou um salazar em melamina e vamos mexendo os ovos, como se estivéssemos a levantar um crepe, isso dá aos ovos um aspecto meio “ondulado” na frigideira e acabam por cozinhar todos por igual – quando o líquido tiver desaparecido quase todo desligamos o lume, assegurando que estes ainda ficaram com alguma humidade.

Assim ficamos com uma salada de salmão e uns ovos mexidos deliciosos, servimos imediatamente e acompanhamos com uma cerveja preta que fica um verdadeiro luxo com esta comida de “sobrevivência”.
Não se assustem, eu sei que escrevo muito mas isto não demora mais de 10 minutos a fazer 🙂
Acompanhem ao som de Florence and The Machine …

* Pessoalmente gosto mais de utilizar salmão ou truta curada em casa, fica mais saboroso e sai muito mais barato…nos próximos dias mostro-vos como se faz.

A minha opinião sobre pratos rápidos…

A pedido de várias famílias hoje vou debruçar-me sobre o conceito de pratos rápidos… sim porque já fui bombardeado com reclamações em relação ao prato de ontem, por ser muito complexo. Anda aqui um “home” cheio de boas intenções e vocês nunca estão felizes!

Mas como eu gosto muito de vocês, vou por aqui algumas ideias giras para fazer refeições rápidas e super saborosas. Na verdade estou a brincar, gosto imenso de pratos rápidos porque com um pouco de imaginação podemos confeccionar coisas interessantíssimas, recorrendo apenas ao que temos na dispensa e no frigorífico. Ora vamos lá ver do que há em casa…
… uma das coisas que invariavelmente temos sempre em casa é o pão, o alimento base da nossa dieta e com este ingrediente podemos fazer quase tudo. Muitos de vocês já ouviram falar ou tiveram oportunidade de comer “bruschetta”, trata-se de um petisco italiano que não é mais do que pão torrado com uma infinidade de ingredientes que lhe podemos adicionar. Ora ontem lembrei-me de uma ideia gira para fazer uma “bruschetta”, numa conversa com uma amiga ela perguntava-me o que podia fazer com uns chillies, vulgo, malaguetas que tinha no frigorífico…pois bem toca a atacar o frigorífico e os armários e vamos tirar de lá:

– Chillies grandes;
– Pão (de preferência saloio ou alentejano);
– Alho;
– Oregãos ou ervas de provence;
– Queijo Mozzarella ralado;
– Atum enlatado;

Vamos pegar no pão e cortá-lo em fatias pequenas, depois colocamos num tabuleiro e levamos ao forno a tostar (se tiverem forno eléctrico usem o grill , é mais rápido e fica tostado de uma forma mais homógenea).
Assim que o pão estiver tostado, vamos descascar um dente de alho e com o pão ainda quente, vamos esfregá-lo, o que nós queremos é que o alho se desfaça e fique bem espalhado na superfície da tosta. De seguida vamos tratar dos chillies, atenção aqui, alguns de vocês sei que são corajosos e adoram picante… mas acho que ganhamos mais em sabor se eliminarmos as sementes dos chillies. Por isso o que vamos fazer é abrir um corte ao comprido nos chillies, abri-los e extrair as sementes com a ponta da faca. O picante está concentrado na sua maioria nas sementes, e se tivermos picante em excesso perdemos o paladar do prato.
Terminada esta operação delicada 🙂 Vamos desfazer o atum com um garfo e espalhá-lo na superfície da tosta, por cima do atum coloca-mos os chillies cortados em bocados grosseiros e o queijo ralado. Antes de por no forno a gratinar pomos uns oregãos ou umas ervas de provence por cima do queijo, e vigiamos o forno até o queijo gratinar por completo.
Sirvam de imediato (cuidado com as bocas escaldadiças!) e acompanhem com um branco leve, creio que um Companhia das Lezírias – Fernão Pires, fará a combinação perfeita. Uma garrafa anda na casa dos 3.50 euros, um preço cordato para um vinho equilibrado, com uma boa acidez fixa que é o que queremos para contrastar com a gordura do queijo e do atum. Para terminar em beleza sugiro como banda sonora um pouco de Nina Simone… Sinnerman.
Divirtam-se e bom apetite!

Diz que é uma espécie de prefácio :P

Após uma breve nota de boas vindas a todos, achei por bem publicar aqui em jeito de prefácio para este blog, um texto da minha querida amiga Eliana Cristóvão que lá conseguiu arranjar um bocadinho para escrever para nós …enjoy!

“A arte de cozinhar não é um dom, mas um gosto. O paladar de apreciar, de brincar com os alimentos.
Para muitos chefs credenciados ou amadores é um arco – irís de vitalidade, no fim encontramos o pote de ouro, na satisfação de quem saboreia…

Podemos descrever o processo como de um quadro a aguarela, uma música ou um perfume se tratasse.
A Cozinha é apurar dos sentidos… o cheiro, o olhar, o tacto, o ouvir, o cheiro… reparem como tudo está interligado. È fácil observar todos os sentidos nesta arte.

E a cada apagar do lume há uma personalidade garantida. Não só de cada mão, mas a aventura dos alimentos está também em cada história, numa cultura de um povo!

E a terapia que pode advir do prazer de realizar algo, a descontração, o relaxamento de juntar aquilo e mais aquilo, a diversão do agri-doce!”