O que são aquelas coisas nojentas? Minhocas? O Nojo vs a Pizza de Angulas

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Continuando a minha cruzada por pratos com ingredientes estranhos, ontem à noite decidi fazer uma pizza diferente. Gosto da massa de pizza é um produto super versátil e serve de moldura a praticamente tudo o que lhe queiramos por em cima, ou rechear, pode ser cozida no forno, frita, até pode ser transformada numa massa chamada testaroli que é muito semelhante ao fettuccine. Neste caso optei por fazer uma pizza com um aspecto rústico e suficientemente grande para o apetite do pessoal cá de casa.

Usei um ingrediente como tema principal que pode chocar algumas mentes mais susceptíveis, a maioria de vocês nunca deve ter ouvido de falar de angulas.
Este enredo começa a complicar-se 😛 Angulas é o nome dado na Galiza aos alevins das enguias (enguias baby :P), no Minho são conhecidos por Meixão e antes que me comecem a chamar malandro e assassino de peixes bebés,as angulas que usei na pizza são um sucedâneo, ou seja são uma massa feita de farinha de trigo com extractos de peixe para parecerem as angulas verdadeiras. Para muita tristeza minha não são o produto original, mas o custo de um kg de angulas é muito próximo do caviar de esturjão e a minha carteira não se compadece com isso,além de ser um produto que está em franco risco de sustentabilidade na Natureza.

Dadas as explicações passemos então à lista de ingredientes :

Para a massa de pizza –

– 2 chávenas de farinha de trigo;

– 1 colher de sopa de fermento para bolos (pode utilizar-se também fermento de padeiro, mas assim é mais rápido e fica bom à mesma);

– 1 chávenade leite morno;

– 4 colheres de sopa de azeite;

– 1 pitada de sal;

Para a cobertura da pizza –

– 1 embalagem de

angulas/sucedâneo (encontra-se à venda em grandes superfícies);

Molho de ostras;

– 1 cebola;

– ½ courgette;

– ½ pimento vermelho;

– Queijo da Ilha S. Miguel;

– Molho de tomate;

– Sal;

– Pimenta;

– Malagueta moída;

– Alho;

– Azeite;

Começamos por fazer a massa, numa taça funda ponham 2 chávenas de farinha e uma colher de sopa de fermento para bolos ( tipo Royal), de seguida juntem-lhe 4 colheres de sopa de azeite e o leite morno, coa ajuda de uma colher de pau incorporem bem os ingredientes e mexam até obterem uma mistura homógenea. Deixem descansar 20 a 30 minutos com um pano a cobrir a taça.

Entretanto cortem a cebola em meias luas finas, piquem a courgette e o pimento e levem a saltear em separado, com um fio de azeite,um pouco de pimenta e sal. Reservem. Salteiem as angulas com um fio de azeite, 2 dentes de alho esmagados, malagueta moída e 1 colher de sopa de molho de ostras.

É altura de tender a massa, e para isso vamos adicionar um pouco de farinha e amassar com as mãos ( as primeiras experiências são atrozes… parece que a massa nunca mais fica elástica… e só se agarra aos dedos), quando sentirem a massa demasiado pegajosa polvilhem os dedo com farinha e esfreguem como estivessem a lavar as mãos, isso vai fazer com que libertem a massa dos dedos.

Repitam o processo de adicionar farinha e amassar até obterem uma massa que não se agarre ao fundo da taça e às vossas mãos ( Cuidado! Não ponham farinha demais, podem correr o risco de passar do ponto de elasticidade da massa). De seguida polvilhem a bancada com um pouco de farinha e tendam a massa, primeiro com as mãos e depois com um rolo de massa.

Com a ajuda do rolo estendam a massa por cima de um tabuleiro.Com um pincel ou com as costas de uma colher, espalhem um pouco de molho de tomate pela superfície da massa, depois espalhem a cebola, e uma parte da courgette e do pimento, façam outra camada com uma parte das angulas e ponham o resto dos legumes, cubram com as angulas restantes e façam uma ligeira camada de queijo da ilha S. Miguel ralado. Complementem com óregãos e um pouco de pimenta preta e levem ao forno ventilado a uma temperatura de 150 Cº durante 35 minutos.

Acompanhem com uma salada de rúcola e tomate ou assim mesmo sem mais nada.

Sugestão: os legumes utilizados podem ser outros ,eu usei o que tinha à mão, por isso sejam criativos!

 

Divirtam-se e bons cozinhados!

Comida de fim de semana…

Ontem levantei-me sem paciência nenhuma para ir às compras… o frigorífico já estava a precisar de um reforço, mas pensei:  “É Sábado caraças! Não me apetece sair de casa… tive uma noite corrida no restaurante e estou todo partido!”
Lá fiz um café e pus-me a pensar no que podia usar para o almoço, decidi-me a fazer uma incursão ao frigorífico que estava a olhar para mim com um ar estranho e ameaçador… umas cebolas roxas… uma embalagem de pimentos padrón, mozzarella e um tomate esquecido e ostracizado numa das gavetas. Decidi estender as minhas explorações até à dispensa, onde encontrei um pacote de farinha e umas latas de sardinhas em tomate. Confesso que ao início este somatório de ingredientes não me deixou muito entusiasmado… mas lá me pus a magicar uma ideia e lembrei-me de fazer um calzone, que não é mais que a versão fechada de uma pizza. Para poder fazer um calzone temos duas etapas importantes: fazer a massa e o recheio. Ora para isso precisamos de :
Para a massa:
250 g de farinha;
– 2 colheres de café de fermento para bolos;
20 g de banha de porco;
– Azeite;
– Sal;
– 200 ml de água;
Para o recheio:
– Pimentos padrón;
– 1 cebola roxa;
2 a 3 dentes de alho;
– 1 tomate;
– Sal;
– Malagueta moída;
– Sardinhas em tomate sem pele;
– Mozarella fatiado;
– Cerefólio ( ver Prateleira de Especiarias…);
Podemos começar por fazer a massa, juntem numa taça grande a farinha; o fermento; a banha; o sal; o azeite e a água adicionem no fim. Usem uma batedeira para amassar, se forem lá com as mãos nem para a semana estão despachados:P  Quando a massa tiver a aparência de uma bola verifiquem a textura com os dedos, se estiver muito pegajosa adicionem farinha e amassem um pouco mais. Depois envolvam em película aderente e ponham no frigorífico cerca de meia hora a repousar.
Enquanto isso, piquem a cebola e os alhos; limpem os pimentos de sementes; cortem o tomate aos cubos, e ponham tudo a refogar. Adicionem a malagueta e um pouco de sal… não muito porque as sardinhas já são bastante salgadas! Depois do tomate estar liquefeito, tirem do lume e reservem. Por esta altura já podem retirar a massa do frigorífico, e começar a esticá-la… polvilhem um pouco de farinha por cima da bancada da cozinha e com um rolo da massa estiquem-na de modo a que fique fina, ponham a palma da mão por cima da massa e se sentirem a superfície da banca, a massa está devidamente esticada. Espalhem o recheio ao longo da massa, coloquem as sardinhas por cima do recheio, e posteriormente o mozarella com um pouco de cerefólio picado e pimenta moída. Unam as duas extremidades da massa em forma de meia lua e para selar pincelem com ovo batido.
Com uma espátula larga, coloquem o calzone, num tabuleiro com papel vegetal e levem ao forno cerca de meia hora a uma temperatura de 180º.
Acompanhem com uma salada de  rúcola e rabanetes, sirvam com um branco fresco… um Quinta do Pinto – Viognier & Chardonnay 2007 … um belíssimo vinho, fruto do grande trabalho que está a ser desenvolvido na região de Lisboa.
Deixo-vos com este fantástico Queremos Paz dos Gotan Project… o tango e a música electrónica em simbiose perfeita!