Killer Sangria :P

 

Antes de mais queria pedir desculpa a todos os que seguem este blog, pelo aparente abandono… quando comecei esta brincadeira, foi essencialmente para escrever para mim próprio e acabei a escrever também para vocês. Este último mês tem sido muito intenso e mesmo tendo algum tempo livre, confesso que ando tão cansado mentalmente que não me apetece escrever. Já tenho imensos pratos para postar aqui, só me falta mesmo o estímulo para tal (brevemente,  I hope 🙂 ).
Hoje apetece-me escrever sobre encontros e desencontros… a vida é cheia disso é um facto, mas no último fim de semana tive a experiência de um reencontro único. Como alguns de vocês sabem, no meu percurso académico fiz parte de uma Tuna, foi dos momentos mais felizes da minha vida. Não posso esperar que quem não viveu isso, o compreenda.. uma Tuna não é só um grupo de gajos com capa e batina que toca umas modinhas e bebe uns canecos, é acima de tudo um grupo de amigos e uma escola de vida. Aprendi algumas de lições de vida na Tuna. Motivado pelo encerramento da Universidade, a Tuna acabou por se extinguir por falta de elementos. Ficaram algumas mágoas e feridas abertas, entre alguns de nós…muito por causa das dificuldades em prosseguir com o projecto, sem alunos e sem apoio da Universidade, e como uma coisa leva à outra as dificuldades de um lado, acabam por destapar problemas noutro. Passaram-se cerca 4 anos que deixei a Tuna, e no último fim de semana conseguimos reunir as 3 gerações que fizeram parte de uma casa única. Desde os fundadores até mais recentes, deveras especial… senti como se tivesse começado de novo, a amizade foi mais forte que as mágoas e a música encheu-nos a alma, obrigado TUI!
Voltando a temas mais relacionados com o estômago e os prazeres da vida, hoje falo-vos da sangria que fiz para regar o repasto, que foi palco do nosso reencontro. Existem inúmeras receitas de sangria, não vos vou dizer que a minha é melhor ou pior que as outras, mas posso dizer-vos que é killer! 😛
Vamos pegar em :

– Vinho tinto ( não precisa de ser muito bom… mas também não ponham um carrascão qualquer!);

– Licor beirão  100 ml;

– Gin 100 ml;

– Bacardi Limon 100ml;

– Triple Seco 100ml  ( Triple Seco é um licor feito à base de casca de laranja);

– Laranjada;

– Gasosa;

– Açúcar mascavado;

– Pau de Canela;

– Hortelã;

– Limão;

– Lima;

– Laranja;

– Maçã;

– Morangos;

Vamos começar por cortar a fruta, o limão e a lima em rodelas finas ( coloquem no fundo de um jarro grande), de seguida cortem a restante fruta em cubos pequenos e reservem. Juntem no jarro as bebidas alcóolicas e o açúcar mascavado ( não exagerem no açúcar, porque o Licor Beirão e o Triple Sec já são super doces!). Usem uma colher de pau grande e esmaguem as rodelas de limão e lima, misturando com as bebidas e o açúcar, de seguida juntem a fruta cortada aos cubos… e encham o jarro até meio com vinho tinto, e parte restante com a laranjada e a gasosa ( guardem um pouco de espaço para o gelo :P), juntem o pau de canela e a hortelã, sirvam com muito gelo e apreciem numa tarde quente com os amigos!
Deixo-vos com um som para curtir o calor, a Tuna Universitária do Porto a interpretar Guantanamera.

Divirtam-se e bons cozinhados!

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Para adoçar a boca…

Parece que o sol finalmente se dignou a ficar 🙂 Já começava a entrar em depressão com tanta chuva…a diferença que faz um bocado de luz na nossa disposição… sinto-me particularmente espirituoso hoje 😛
E sinceramente não me apetece muito dissertar sobre a vida… não vos quero maçar com os meus devaneios, por isso hoje não vou falar de comida. Hoje e a bem da joie de vivre falamos de álcool… esse vagabundo incompreendido, para uns destruidor de vidas e para outros fonte de inspiração artística e desinibidor social ! Aqui há tempos falava num dos meus prolíficos posts de mojitos, ora para quem não sabe os mojitos são uma bebida cubana, que tem por base o rum, o sumo de lima e a hortelã. É uma bebida fresca e leve, que é o ideal para desfrutar deste magnífico fim de tarde! Vamos pegar em:

– Rum (eu prefiro rum velho/añejo de 7 anos);
– Lima;
– Hortelã fresca;
– Açúcar amarelo;
– Gasosa ( 7-up ou similar);
– Gelo picado;

A receita original do mojito é feita com soda, mas a título pessoal digo-vos que com gasosa fica bem mais agradável e foi assim que aprendi a fazê-los, num verão passado a trabalhar num bar de praia da Isla Canela … boas recordações… o dia todo a ver o mar… beber uns copos e ainda tocar umas modinhas com a banda residente.
Vamos procurar um copo largo, tipo on the rocks e vamos cortar lima e meia às rodelas finas( eu sei que há muitos que as cortam aos quartos, mas assim tiramos o máximo de sumo e sabor!), de seguida esgaçamos umas folhas de hortelã (abusem!), e umas duas colheres de sopa de açúcar amarelo; atirem tudo para dentro do copo e com um pilão de madeira pisem tudo muito bem ( e façam o favor de não partir o copo enquanto fazem isso!).
Depois cubram com rum, mais ou menos dois dedos (depende do vosso gosto), adicionem o gelo picado e atestem o resto com gasosa. Mexam com uma palhinha…sentem-se na varanda e curtam este por do sol!
Acompanhem o mood com este ritmo cubano do imortal Miguel Matamoros … brilhantemente interpretado pelos canários Los Sabandeños , deixo-vos com este fantástico Lagrimas Negras…




Divirtam-se !!!!